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Qual o limite da Liberdade de Expressão?

Em carta aberta, Leandro Karnal respondeu essa dúvida em um post no facebook.

Redação - SOS Solteiros - Publicado: 06/09/2016 15:20 | Atualizado: 06/09/2016 15:32
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Os limites e a liberdade de expressão. Essa foi a reflexão levantada pelo já célebre Professor Doutor em História Social da UNICAMP, Leandro Karnal, em um post publicado em seu Facebook.

O filosofo, autor de livros e especialista em Antropologia, utilizou uma postagem de um outro docente, o professor da UNESP Jairo José da Silva, para ilustrar claramente o limite da (ou a falta de) liberdade de expressão.

Veja abaixo a publicação que levou o professor Karnal a levantar esse questionamento nas redes sociais, assim como seu parecer sobre a “opinião” do colega.

reprodução - facebook, https://www.facebook.com/prof.leandrokarnal/photos/a.1603727593202940.1073741829.1603132246595808/1767257356849962/?type=3&theaterreprodução - facebook

O limite da liberdade de expressão

“Conquistamos com dificuldade a liberdade de expressão. Ela é um direito constitucional e um esteio do pacto social. A própria lei já estabelece limites: não posso defender ou incitar crime.

Não posso, em nome da liberdade de expressão, defender racismo ou violência contra mulheres ou pedofilia. A liberdade é ampla, mas não absoluta.

O professor Jairo José da Silva é titular da Unesp e com consagrada carreira acadêmica. Tudo indica tratar-se de pesquisador sério e reconhecido em muitos bons centros. Isto não impediu de afirmar algo muito difícil no seu facebook.

Diante do fato de uma aluna Deborah Fabri, de 19 anos, ter sido atingida no olho por bala de borracha e ter perdido a visão, o docente comentou que era uma notícia potencialmente boa que ela ficasse cega.

Posso discordar da manifestações. Posso, com bons argumentos, ser contra o partido A ou B. Posso condenar quem depreda patrimônio público ou privado. Posso ser do PSOL ou do DEM. A sociedade precisa desta diversidade de posicionamentos.

Nunca posso defender violência contra uma pessoa. Nada justifica isto. Este é o limite da liberdade de expressão, pois além deste limite começa o mundo da barbárie. Todos podemos dizer coisas que, refletindo melhor, pensamos ser um equívoco. Cabe, então, veemente pedido de desculpas.

Até ele ocorrer, somos co-autores da violência defendida. Violência é o fim do diálogo. Como professor, fico intensamente chocado quando alguém se alegra com uma aluna perdendo a visão. Fico mais chocado com alguém que, tendo os dois olhos, seja tão cego.

Temos um longo caminho pela frente. Aprender a ser crítico sem destruir, aprender a ser policial sem cegar, aprender a discordar sem apoiar violência e, acima de tudo, aprender a dialogar.”

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Fonte(s): Facebook


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