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Estudo revela o motivo para mentirosos continuarem mentindo

De acordo com a pesquisa, mentir acalma.

Rui Davi - Publicado: 13/12/2016 15:08 | Atualizado: 13/12/2016 15:20
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Todo mundo sabe que mentir não é bacana, até acordar de ressaca e ter que inventar uma desculpa “mais aceitável” para faltar no trabalho.

Certas mentirinhas realmente não chegam a fazer algum mal, mas as coisas não são bem assim. A ciência confirmou algo que seus pais já diziam – “uma mentira só leva a outra” – e quando se der conta, já vai ter virado o Pinocchio da turma.

Pesquisadores do departamento de psicologia experimental da Universidade College London realizaram um estudo, publicado no site Nature Neuroscience, que testou a predisposição à mentira de 80 voluntários através da digitalização dos cérebros deles em uma máquina de ressonância magnética.

Os pesquisadores descobriram que se torna mais fácil mentir conforme se começa a contar inverdades. Isso traz base científica para explicar por que pequenas mentiras acabam tomando grandes proporções.

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O teste que não mente

No estudo, os participantes teriam que mentir ou falar a verdade para um companheiro sobre a quantidade de moedas dentro de um jarro de vidro. Foram dados certos incentivos para influenciarem nas decisões.

Em uma primeira fase do teste tanto os participantes quanto os companheiros seriam beneficiados se houvesse mentira. Em outro momento, apenas o participante se beneficiaria da sua mentira e em outros apenas o companheiro, sem prejuízo para nenhum dos dois.

Por fim, em outra fase do teste, tanto o participante quanto o companheiro se beneficiariam da mentira, porém, às custas do prejuízo um do outro.

Enquanto os voluntários decidiam se mentiam ou não, as atividades em seus cérebros eram registradas.

Wisegeek, http://www.wisegeek.com/what-is-an-fmri-machine.htmWisegeek

Por que é tão fácil?

Os cientistas perceberam que quando as pessoas mentiam havia uma mudança na atividade de uma parte do cérebro chamada amígdala, responsável pelo processamento emocional e pela excitação.

Em cada caso, conforme o participante mentia para seu parceiro, a amígdala se mostrava menos ativa no aparelho de ressonância magnética. Isso pode acontecer porque a excitação ativa a amígdala, mas a cada mentira bem sucedida a euforia e os conflitos de mentir diminuem. Como um calmante.

Assim, se torna fácil continuar mentindo.

Tapolitika, http://tapolitika.cz/stitek/savcenko/Tapolitika

O combustível da mentira

Segundo a pesquisa, a amígdala ficava menos ativa, em especial, quando a mentira era em benefício próprio. De acordo com a pesquisa, esse interesse parece alimentar a desonestidade.

 “Parte da excitação emocional que vemos quando as pessoas mentem é por causa do conflito entre a forma como as pessoas veem a si mesmos e as suas ações. Então, eu minto para benefício próprio, mas ao mesmo tempo isso não se encaixa na maneira como eu quero me ver, que é como uma pessoa honesta. É possível que nós aprendemos com o sinal de excitação. Com menos excitação emocional talvez eu fique menos propenso a ver o ato (de mentir) como incompatível com a minha própria autopercepção”, revela o pesquisador Tali Sharot ao site da revista Time.

A pesquisa ainda conseguiu mapear como cada mentira deixou a amígdala menos ativada e assim percebeu-se que essa diminuição da excitação poderia prever o quanto a pessoa mentiria em uma próxima ocasião.

Ou seja, de acordo com a pesquisa, os mentirosos continuam mentindo pois a cada mentira bem sucedida a excitação diminui. Isso causa cada vez menos conflitos internos e se torna mais confortável continuar inventando. Acaba que tudo acontece de forma natural.

Fonte(s): Time


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Comunicador baiano que toca guitarra e ainda espera ser um astro do Rock. Enquanto isso, se contenta em escrever. Fã de boas histórias. Faz roteiros, fotografa, edita videos, canta e sapateia.
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