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Estudo indica que a velhice começa aos 20 e poucos anos

22 anos é nosso ápice, depois é queda livre na velhice.

Rui Davi - Publicado: 06/04/2017 12:13 | Atualizado: 06/04/2017 12:20
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Está no fim dos seus 20 anos e já se sente o tiozão do rolê?

Talvez não seja só impressão sua. A ciência comprovou, você realmente já está ficando velho.

– Oh, Deus, eu estou ficando tão velho!

Essa trágica constatação foi revelada através de um estudo feito pela Universidade da Virgínia, publicado na revista Neurobiology of Aging

Segundo a pesquisa, o cérebro humano inicia o processo de declínio cognitivo (perda de memória, falta de atenção e dificuldade em raciocínios lógicos) no final dos 20 anos de idade. Quê isso, novinho!

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Reconhecendo a velhice

Os pesquisadores, liderados pelo professor Timothy Salthouse, analisaram o cérebro de 2 mil pessoas entre 18 e 60 anos, por 7 anos.

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Em intervalos de tempo durante a pesquisa, os voluntários fizeram testes que envolviam interpretação de textos, resolver enigmas, encontrar padrões em desenhos, lembrar de certas palavras e detalhes de histórias recém contadas, entre outros.

Os resultados de 9 dos 12 testes realizados (os mesmos testes são usados por médicos para identificar sinais de demência) tiveram as melhores notas quando os participantes tinham 22 anos de vida, cerca de 75% dos casos, e continuaram altas durante os quatro anos seguintes.

Porém, a partir dos 27 anos, os resultados caíram drasticamente nos testes de velocidade do cérebro, raciocínio abstrato e resolução de quebra-cabeças.

Através dos resultados colhidos ao longo dos anos, os cientistas puderam detectar pequenos sinais de declínio na capacidade cognitiva.

“Observando os indivíduos ao longo do tempo, ganhamos percepção das mudanças cognitivas e possivelmente podemos nos tornar melhores na previsão do aparecimento de demências, como a doença de Alzheimer.”–  disse o professor Salthouse ao site UVA Today.

Fiftypluslife, http://thefiftypluslife.com/2015/07/aging-isnt-about-the-number/Fiftypluslife

Envelhecimento evolutivo

Segundo o site Superinteressante, os seres humanos passaram 6 milhões de anos com a expectativa de vida na faixa dos 20 e poucos anos. Essa expectativa aumentou há cerca de 10 mil anos e somente no século XX as coisas melhoraram de verdade, graças aos antibióticos.

Segundo o neurologista Paulo Henrique Bertolucci, da Unifesp, os resultados apontam para esse nosso histórico social, mostrando que o envelhecimento está ligado à forma como a sociedade evoluiu.

“Do ponto de vista evolutivo, por volta dessa idade você já deveria ter se reproduzido. E, por isso, já estaria chegando a hora de se aposentar” – disse o especialista à publicação.

Ainda segundo o site, como o objetivo de vida já deveria ter sido alcançado ao final dos 20 anos, não fazia sentido para a natureza manter as funções cerebrais no topo aos 40, 50 ou 60 anos, se um indivíduo chegasse até essa idade.

Wales Online, http://www.walesonline.co.uk/lifestyle/fun-stuff/welsh-95-year-old-believed-uks-oldest-6977168Wales Online

Ainda há muito pela frente

Os cientistas ainda pretendem continuar os estudos, com a ajuda de alguns dos mesmos participantes, para obter mais informações sobre como o cérebro muda com o passar do tempo.

Eles estão avaliando dados da saúde e do estilo de vida dos participantes, a fim de identificar se alguns traços – como as relações sociais – serviriam para amenizar as mudanças cognitivas derivadas da idade.

Apesar das revelações do estudo não serem muito animadoras, contém uma parte boa, já que foi constatado que até os 37 anos a memória segue intacta e as “Habilidades de Conhecimento Acumulado”, como as capacidades de melhorar o vocabulário, escrita, ensino e falar em público, crescem continuamente até os 60 anos.

Ainda para o site UVA Today, o professor Salthouse explicou que esses resultados variam de indivíduo para indivíduo e reforça que a maioria das pessoas mantém um alto nível de eficácia cerebral até o final da vida, mesmo que seja bem longa.

“Esta pesquisa sugere que o declínio natural de algumas de nossas habilidades mentais, à medida que envelhecemos, começa muito mais cedo do que alguns de nós poderíamos esperar, nos nossos 20 e 30 anos. Entender como começa o declínio dos cérebros saudáveis pode nos ajudar a saber o que está errado em doenças graves, como a doença de Alzheimer”, revela Rebecca Wood, médica especialista da Alzheimer’s Research UK, em entrevista à BBC.

Fonte(s): BBC, UVA Today, Superinteressante, USA Today
Imagem de capa: Fiftypluslife


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Comunicador baiano que toca guitarra e ainda espera ser um astro do Rock. Enquanto isso, se contenta em escrever. Fã de boas histórias. Faz roteiros, fotografa, edita videos, canta e sapateia.
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