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CUIDADO: Você está evitando o Tédio do jeito errado!

Dar fim à sensação de aborrecimento só depende de nós. E não é do jeito que estamos fazendo.

Felippe Franco - Publicado: 16/09/2015 15:36 | Atualizado: 17/09/2015 16:27
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Estar sem celular em uma sala de espera é um grande problema para a maioria das pessoas nos dias de hoje. Nessa situação, o que fazer? Folhear uma das revistas de celebridades de quatro anos atrás que deixam na mesinha?

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O cineasta Albert Nerenberg passou por um episódio semelhante, e como resultado fez o documentário “Como Acabar com o Tédio?” (“Boredom”), exibido na GNT, que reúne estudos recentes e entrevistas com psicólogos e neurologistas sobre o assunto.

O mais incrível, ele descobriu que só depende de nós dar o fim à sensação de aborrecimento.

Muitas vezes o tédio é encarado com mera ladainha de quem não tem o que fazer, mas o documentário revela o lado sério dessa sensação. A ciência não apenas prova que ele existe, como indica que sua presença pode levar a algumas doenças.

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Segundo pesquisa da Universidade de Waterloo, no Canadá, os batimentos cardíacos dos entediados aumentam, assim como os níveis de cortisol no sangue. Esse é o hormônio do estresse, e mantê-lo elevado pode levar à obesidade, enfraquecimento dos ossos, pressão alta, cansaço e fadiga muscular.

O documentário propõe que algo passa a ser chato e enfadonho quando obedece a três normas universais, chamadas de Leis do Tédio:

  • 1ª lei: Ambiente pouco estimulante
  • 2ª lei: Repetição
  • 3ª lei: Situações previsíveis

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De acordo com os especialistas consultados, a situação se agrava e pode levar a consequências sérias quando somos submetidos constantemente a esses estímulos. E essas leis se concretizam, diariamente, na escola e no trabalho.

Não é exatamente como se você precisasse parar de estudar ou largar o emprego para ser feliz, mas Nerenberg propõe uma reflexão sobre nossas escolhas e os modelos vigentes em nossa sociedade.

A escola, por exemplo, é onde crianças cheias de energia e criatividade precisam obedecer a ordens, horários rígidos e repetições de conteúdo. “Se pararmos de entediar nossas crianças, poderemos descobrir que a genialidade é uma coisa comum”, defende o reformador educacional John Gatto.

Em ambientes corporativos, evitar ficar sentado por muito tempo ajuda, de acordo com o pesquisador Earl Henslin. “A pessoa só será capaz de tirar o cérebro desse estado de tédio com movimentos físicos”, explicou.

O pior estimulo ao tédio, todo mundo faz!

Outro fator fica por conta da nossa relação excessiva com nossos smathphones e outros gadgets. Sim, os nossos queridinhos tem uma ligação extremamente forte com o nosso tédio.

Celulares, tablets, televisões, computadores… As telas teriam se tornado um “vício invisível”, aumentando nossa necessidade por diversão. Longe delas, somos cada vez mais propensos ao tédio.

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“O paradoxo é esse: nunca tivemos tantas coisas para nos entreter, mas parece que nunca estivemos tão entediados”, destaca a psicóloga Sandi Mann, da University of Central Lancashire, no Reino Unido.

Quanto mais informação você consome, mais entediado fica. Ou seja, se tem a impressão que a vida real é chata pra caralh*, provavelmente anda abusando do mundo virtual.

Mas afinal, o tédio tem cura definitiva?

Até teria, se você estivesse disposto a retirar toda a parte esquerda do seu cérebro. Esse procedimento (seríssimo) até pode acontecer, mas não com essa finalidade. Apenas em caso de acidentes e doenças graves.

O documentário mostra o caso de uma mulher, que, por conta de uma queda, precisou remover essa área do órgão e nunca mais se entediou. A partir disso, o diretor encerra com uma reflexão sobre como diminuir o tédio do dia a dia:

“Perder meu smartphone foi como perder o lado esquerdo do cérebro. Sem ele, passei a achar quase tudo interessante. Somos sonâmbulos. Levante e saia. Deixe as crianças brincarem e permita que os adultos também se divirtam. Assim, talvez possamos perceber que acordamos.”

 

Imagem de capa: infotau

Imagens: reprodução – Boredom

Fonte: “Como Acabar com o Tédio?”



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Jornalista e redator, editor do Radar Criativo, ex-repórter do SRZD e dos jornais O Dia e Meia Hora. Tem 24 anos, é carioca não praticante e fã de livros com títulos longos que não consegue decorar.
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