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Essa foi quente!

10 Curiosidades que descobrimos na Campus Party 2017

O que o pessoal tanto faz nesses computadores, hein?

Gabriela Roman - Publicado: 06/02/2017 10:33 | Atualizado: 06/02/2017 11:19
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A CPBR, como é conhecida a Campus Party, é um evento que reúne amantes da tecnologia em 700 horas de conteúdo de inovação, empreendedorismo, games e muitas outras atrações.

Esse ano, a décima edição da feira aconteceu de 31 de janeiro a 5 de fevereiro no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo.

Depois de ter ido na Comic Con, fui convidada pela Rádio Geek e pelo Escape Hotel para cobrir o que estava rolando no evento com a internet mais rápida do Brasil (40 GB por segundo!).

Não deixa de ser um enorme desafio falar de tecnologia, tema do qual continuo não sendo expert, mas descobri algumas curiosidades sobre o evento e o mundo da tecnologia e vou compartilhá-las nesse post.

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– Participantes tentam fazer robô chutar a bola em workshop de robótica

***

1. Que raios o pessoal fica fazendo cinco dias na frente do computador?

Essa não é exatamente uma curiosidade, mas eu não fazia a menor ideia. Basicamente, os campuseiros – vulgo galera que fica acampada – ficam divididos em comunidades por interesse e cada comunidade ocupa uma mesa. Então, por exemplo, a galera que ama um certo tipo de jogo fica junto na mesma mesa jogando.

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Eles desenvolvem uma programação para o evento, que pode incluir competições, criar jogos novos, etc. A curiosidade aqui é que essas mesas não são pré-estabelecidas pela organização. Então, você tem que correr para pegar uma para o seu grupo. A galera coloca bandeira, placa de “reservado”, tudo o que tem em mãos para guardar a mesa.

 

2. O legal mesmo é dormir lá (ou não dormir)

Várias pessoas com quem conversei falaram: você tem que tentar ficar pra dormir. Aparentemente, a loucura aumenta à noite e rola uma baladinha. E pelo jeito que a galera lota o Just Dance durante o dia, parece que o pessoal curte requebrar o esqueleto.

Mesmo sem ficar pra dormir, é bem fácil achar alguém caminhando de pijama pela feira. O Pavilhão vira a casa dos campuseiros que acampam por lá nos cinco dias de evento.

Taiwan News, http://www.taiwannews.com.tw/en/news/3087012Taiwan News

 

3. Open de energético!

Um voluntário me disse que os campuseiros que compram o pacote de comida tem direito a energético, mas na real não precisa ter comprado nada.

O estande da TNT estava dando bebida energética aos montes para a galera que tirasse uma foto lá e postasse nas redes. Um grande favor ao pessoal que fica cinco dias sem dormir.

– Os artistas Tim e Mauro Neri no estande da TNT

 

4. A última tecnologia é… Laquê!

Você não leu errado. Você (ou a sua avó) tem a última tecnologia no próprio banheiro e nem sabia. O laquê é o truque usado pelos donos das impressoras 3D para fixar o material que está sendo impresso na base.

Se a primeira camada do material não fixar bem, você pode colocar em risco a impressão – e aí entra o spray. Também dá pra usar cola, mas dá trabalho pra tirar os resíduos da superfície.

– Laquê ao lado de impressora 3D

– Impressora 3D e alguns objetos impressos

 

5. Nem todo mundo é louco por tecnologia

Apesar de nunca ter visto tantos computadores juntos na vida, uma parte do pessoal fica jogando jogos de tabuleiro e fazendo trabalhos manuais.

Para incentivar essa galera old school, dentro da Arena tem pinball e pebolim.

 

6. Dá pra fazer muita coisa de graça

Uma parte da feira é aberta ao público gratuitamente e se chama Open Campus. Lá era possível acompanhar o Campeonato Brasileiro de Drones e a Submarino Ultimate Robot Combat, uma batalha onde dois robôs duelam em uma arena.

Além disso, na área gratuita existiam também jogos de escape, onde o grupo tem que conseguir sair de uma sala após desvendar diversos enigmas. Também vi simuladores de carro, avião e drone. Destaque para o simulador de asa-delta com realidade virtual.

– Jovem prepara o robô de sua equipe para a batalha

– Espaço do Campeonato Brasileiro de Drones

– Simulador

 

7. O negócio na Campus Party é modificar os gabinetes dos PCs

Volte uns anos atrás e lembre como era o seu computador antes de ter um laptop. Lembrou? O que nós chamamos de CPU é, para quem entende de computadores, o gabinete de PC. A CPU é o que vai dentro da estrutura (tô aprendendo ainda).

Pois bem, os campuseiros adoram projetos de casemod (modificar os seus gabinetes de PC) e os utilizam para mostrar a sua paixão por um determinado assunto. Andando pela Arena, me deparei com modificações que incluíam Dragon Ball Z, Hora de Aventura, Homem de Ferro e muitos outros.

– Casemod de Dragon Ball Z

– Casemod com conceito de nave

– Casemod do Homem de Ferro

– Casemod que mistura Brainiac e Homens de Preto

Casemod de Hora de AventuraCasemod de Hora de Aventura

– Casemod de Hora de Aventura

 

8. O jogo do Resident Evil é mais assustador que os filmes

Eu não sou nada corajosa e odeio qualquer coisa que dá susto. Ainda assim, eu estava disposta e curiosa para jogar o Resident Evil 7 com Realidade Virtual, mas o que me assustou foi a fila.

Como só entrava uma pessoa por vez, eu acabei desistindo mas pude acompanhar uma pessoa jogando e foi uma das coisas mais divertidas que eu fiz.

Aparentemente, o jogo dá uns belos sustos já que o moço, que me deixou entrar com ele, se surpreendeu a cada segundo. Ele quase subiu na cadeira e deu um belo grito no fim.

– Homem joga Resident Evil 7 biohazard

– TV mostra o jogo Resident Evil 7 biohazard em primeira pessoa

 

9. O evento tem um espaço reservado para as startups divulgarem suas ideias

Fiquei muito surpresa com a quantidade de serviços e produtos novos que estão chegando no mercado. Diversas startups estão se dedicando às ideias de permuta e troca como a Lybloo e a Permuto. Já a Comic Lovers promete ser uma solução para os colecionadores de quadrinhos organizarem seus tesouros.

Morri de amores pela Toque de Arte, que trabalha com deficientes visuais, e Hoo.Box – Robotics for Everybody, também preocupada com acessibilidade. Com certeza ouviremos falar delas em breve.

– Startup Comic Lovers

 

10. Por último, mas não menos importante: o legado da Campus Party

Duas iniciativas incríveis são a The Big Hackaton e a doação de barracas dos campuseiros.

Quem quiser, pode dar a sua barraca para um morador em situação de vulnerabilidade, através de uma parceria do evento com a Prefeitura de SP, que espera conseguir 1,6 mil barracas. Vale lembrar que elas não podem ser utilizadas nas ruas, apenas em galpões reservados para este uso.

The Big Hackaton reúne 170 times de 6 pessoas preocupadas com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU. Em 100 horas de desenvolvimento, as equipes buscam soluções e as apresentam para um time de jurados.

– Espaço reservado para a doação de barracas

– Banner mostra os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elencados pela ONU

O que eu achei…

O evento é simplesmente incrível. Fiquei realmente surpresa com o senso de comunidade, o conceito da Campus Party e por toda essa galera com interesses em comum estar reunida para criar, jogar e desenvolver soluções para o mundo.

Eu ficaria muito feliz de ir de novo. E quem sabe, até me arriscaria a dormir por lá.

– Festa pesada

Fonte(s): Campus Party, Hypeness, Unmultimedia


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Roteirista, viajante profissional e amante da internet e das zueiras que vêm com ela.
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